Dengue: quem tem bromélias em casa deve redobrar a atenção.

Dengue: quem tem bromélias em casa deve redobrar a atenção

 Se você tem uma bromélia em casa, atenção: a espécie está na lista de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti em decorrência do estilo e formato de suas folhas. A estrutura de vários espécimes dessa planta conta com uma parte chamada de “tanque” ou roseta no centro, onde ficam armazenados nutrientes e se acumula água, fornecendo condições para a proliferação de insetos, inclusive o mosquito da dengue.

      De acordo com a médica veterinária e assessora do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) Mayana Valinhos Tomaz, o problema existe, mas ela também ressalva: “Como há o hábito do mosquito de dispersar os ovos, as bromélias, quando em área urbana, se somam a outros criadouros. Porém, não são os mais importantes nem preferenciais do Aedes aegypti”. Ela acrescenta que a característica dessa espécie vegetal, por armazenar nutrientes, reduz o risco de a planta ser um criadouro, pois atrai também predadores do mosquito.

      Fora das regiões urbanas, a bromélia não é considerada criadouro, já que o mosquito da dengue é uma espécie urbana. Recipientes com água parada continuam como o principal desafio para a proliferação da dengue e os maiores focos de preocupação das autoridades sanitárias. Eles estão presentes na arquitetura urbana (floreiras, calhas, caixas dágua desprotegidas) e no material inservível disposto inadequadamente.

      Para aqueles que fazem questão de cultivar a planta, é necessário tomar algumas medidas de prevenção para que as bromélias não sejam afetadas. “Para evitar que se tornem criadouros em área urbana, regue as bromélias com mangueira sob pressão (jato forte de água) uma vez por semana para remover os ovos e larvas, interrompendo, assim, o ciclo de desenvolvimento do mosquito”, acrescentou Mayana Tomaz. Além disso, no caso de suculentas, bambus e outras plantas acumuladoras de água, é recomendada a vigilância constante, já que podem se transformar em criadouros permanentes, caso a manutenção não seja feita com frequência. O mesmo cuidado vale para as plantas aquáticas cultivadas em recipientes artificiais.

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